Tive uma infância feliz, rodeada de pessoas que me amavam incondicionalmente e souberam ensinar me os valores certos para a vida.
Brinquei muito na rua, à macaca, a saltar à corda, ao elástico... assim que o tempo comecava a aquecer lá ia eu e a minha avó Irene para o Alentejo. A minha avó Irene vivia connosco, comigo e com os meus pais. Foi uma segunda mãe.... tive esse privilégio de ter duas mães.
Comecei a ir muito cedo para o Alentejo com a minha avó, os meus primeiros passos foram dados na casa da minha tia (irmã da minha avó), em Vila Nova de Milfontes, eu tinha apenas 9 meses. Era uma casa muito pitoresca junto ao cais com um terraço nas traseiras e tinha um corredor que na altura me parecia enorme e foi aí que comecei a andar.
Para onde eu gostava mesmo de ir era para o Alentejo profundo, para as Fornalhas para a casa da minha tia Emiliana. Se eu fechar os olhos ainda consigo lembrar me de tantos pormenores, a cozinha, ao lado o quarto onde dormiamos numas camas de ferro com uns colchões fofos, o chão era em linoleo, só havia uma janela que era da sala e uma porta para a rua. A casa era caiada de branco com uma risca azul e estava sempre impecável, os meus tios tinham muito brio naquele lar. Havia um forno a lenha ca fora e uma figueira enorme. Lembro me do cheiro.... lembro me do tanque e da horta, de ajudar a minha avó e a minha tia a depenar as galinhas para o jantar. Ao lado da casa existia uma "arrecadação " onde o meu tio guardava as ferramentas e as rações, também me lembro do cheiro..... eu, a minha avó e a minha tia íamos ao poço buscar água nuns vasos e minha tia trazia sempre um na cabeça, ainda hoje estou para entender como ela equilibrava aquilo!!
Tenho saudades.... saudades da minha gente, da minha avó, dos cheiros, das sensações, das viagens que eram feitas de Vila Nova de Milfontes até às Fornalhas na carrinha do meu querido primo que me adorava e eu a ele, levava o tempo todo a contar historias e eu fixava o com muita curiosidade.
Tenho saudades do colo e das mãos da minha avó que afastavam qualquer dor e qualquer problema, tenho saudades do seu riso e do seu cheiro. Gostava que os meus filhos a tivessem conhecido, gostava que os meus filhos tivessem uma infância como a minha....
Bêjos
Carina Santos Pereira
Tenho saudades.... saudades da minha gente, da minha avó, dos cheiros, das sensações, das viagens que eram feitas de Vila Nova de Milfontes até às Fornalhas na carrinha do meu querido primo que me adorava e eu a ele, levava o tempo todo a contar historias e eu fixava o com muita curiosidade.
Tenho saudades do colo e das mãos da minha avó que afastavam qualquer dor e qualquer problema, tenho saudades do seu riso e do seu cheiro. Gostava que os meus filhos a tivessem conhecido, gostava que os meus filhos tivessem uma infância como a minha....
Bêjos
Carina Santos Pereira

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