Este tema é daqueles em que pensei mil vezes se falaria aqui convosco, mas acho que não tenho nada a perder e até pode haver por aí mais como eu...quem sabe?!
Está a chegar a altura em que "tenho" de ir inscrever o Daniel num infantário!!!!!! Vai ter de ir para o publico, não terá a mesma sorte que o Francisco teve...." Então?! E há públicos melhores que privados", estão vocês a pensar e a chacinar me já neste momento. Há, claro que há. Isto é como a história dos hospitais privados e públicos, temos e de ter sorte com a equipa! Mas a questão aqui é que não existem infantários públicos que tenham o mesmo modo de ensino que alguns privados têm.
Lembro me na altura em que fui "obrigada" a retirar o Francisco do privado, quando fui à reunião do infantário publico levei assim uma chapada para acordar que até bati mal... "Não se pode usar chucha, não se faz a sesta e fraldas nem pensar"!!!! Ou seja, as crianças que passsam da sala dos 2 para os 3 anos têm obrigatoriamente de crescer durante o verão!!!! Já não existe muita brincadeira e sim mais trabalho de carteira, não existem tantos brinquedos na sala e aquilo a que outrora era considerado infantário, passa a ser pré primária....
Não concordo com estas politicas, não concordo nem tenho de concordar. Lembro me de ter entrado para o Infantário apenas com 5 anos e até lá fui bastante feliz, desenvolvida e muito social, nunca fui bicho do mato, não tinha irmãos, nem primas para brincar (viviamos longe), tinha apenas uma amiga e ela tinha me a mim e nunca fui uma criança frustrada nem fechada. Brinquei muito sozinha e aprendi muito com quem me rodeava. Portanto a questão que se coloca é: porque tenho de enfiar o miúdo com 3 aninhos num sitio em que o vão obrigar a crescer tão depressa?! Não tem tempo para ser adulto mais para a frente?? Agora já não se brinca??? Os miúdos ainda mal sabem dizer o seu próprio nome e já lhes querem ensinar inglês??? Eu aprendi o alfabeto na 1ª classe, foi tarde?!
Estou entre a espada e a parede...não quero por nada colocá lo já na pré primária, mas a sociedade assim me "obriga". Mas a ultima decisão será minha e até ver ainda não decidi nada.
Bêjos
Carina Santos Pereira

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