Li algures na internet, num outro blog de mães, que deveriam acabar com a festa do dia da Mãe nas escolas (e dia do Pai também) e sinceramente concordo.
Todas nós gostamos de receber aquelas prendinhas que eles fazem com tanto carinho e dedicação, (falo por mim que ainda tenho ali guardada a primeira que ele fez quando ainda andava na creche), para mim essa tem muito mais valor do que as que o pai compra para eles oferecerem, mas voltemos ao tema que me trouxe aqui...
Eles ensaiam coreografias, decoram poemas, vestem se a rigor, ficam com o nervosinho na barriga...e depois... a mãe não vem. Não porque não queira e sim porque não pode, se o fizer corre o risco de ficar sem emprego ou então de ver uma redução grande no ordenado. O patrão marcou uma reunião bastante importante e calha mesmo na hora da festa, ou até por questões de saúde a mãe não pode aparecer. Ou até porque a mãe ja não existe...
Existe uma lista infindável de razões para colocar um fim a estas festas de dia da mãe e dia do pai. Façam festas do dia da criança, da árvore, da água, da amizade. Ja imaginaram a tristeza de uma criança ao ver os seus amigos rodeados pelos abraços das mães quando termina a representação e a mãe dessa criança não está presente?! Os seus olhinhos procuram incessantemente os braços e o sorriso da sua mãe e ela não está.
A sociedade está a mudar e no nosso país o lema é trabalhar até morrer, não ha tempo para festas na escola (infelizmente) e pelo bem das crianças era bom terminar com estas festas.
Eu adorei e adoro ir às fertas do Francisco (o Daniel vai começar no próximo ano), mas eu tinha possibilidade para ir, sou uma sortuda. Nem todas temos essa sorte e esta é a realidade.
Este é um tema que daria panos para mangas, como se costuma dizer. E porque não bater o pé e ir mesmo à festinha nem que isso implique consequências graves?!... Acabar com as festas? Então e a inclusão dos pais nas escolas, a participação activa na vida escolar dos filhos? Pode ser feita mediante a disponibilidade dos pais com marcação prévia.
Existem soluções, para quê complicar?
Bêjos
Carina Santos Pereira

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