E aquela mania que as pessoas têm de se intrometer na forma como educas os teus filhos?! Para quê?! Qual é a necessidade de irritar ainda mais uma mãe que já está suficientemente alterada ao ver o seu filho a fazer uma birra daquelas?! Em que a nossa vontade é voltar a "enfiar" os miúdos pela mariazinha acima e guarda-los cá dentro da nossa barriguinha novamente?!... Sim, é isso mesmo, lamento se são chocantes estas palavras, mas por vezes é esta a minha vontade. Imaginem só o tamanho das birras.
Ah e tal "não se zangue com o menino, que deve estar irritado com alguma coisa...", ou então: "sabe que não se devem dar palmadas aos miúdos, principalmente em público, não vão eles ficar traumatizados para a vida"....
Mas qual é a ideia de que agora não se pode gritar, ralhar e contrariar as crianças? Eu questiono-me que raio de adultos estamos a criar? Cada vez existem mais queixas nas escolas de má educação e violência para com os colegas, professores e auxiliares. Vejo situações em que os filhos se colocam no lugar dos pais, sim, porque são eles quem gritam e quem tem a verdadeira autoridade... mas depois, (agora vem a bomba), tratam os filhos por você e os filhos tratam os pais da mesma forma e porquê? Segundo eles é sinal de respeito!!! E toma lá um pontapé na canela só porque não me compraste o jogo xpto (ahahah). Da-me vontade de ri, desculpem.
E para colocar um fim a esta conversa, cá vai a minha opinião:
- As crianças têm de ser contrariadas, faz parte de uma boa educação;
- Os pais não são nossos amigos, são sim o nosso pilar;
- Os castigos nem sempre resultam, mas não custa tentar;
- A educação dá-se em casa e não na escola;
- Uma palmadinha não traumatiza;
- Não tratem os miúdos como se fossem de porcelana.
- Não se intrometam na educação dos filhos que não são vossos;
- E a opinião alheia só é bem vinda quando pedida.
Bêjos
Carina Santos Pereira

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